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Numa cerim?nia que emocionou os presentes, o Movimentos dos Pequenos Agricultores (MPA), na pessoa do Frei Sergio G?rgen, recebeu no fim da tarde desta segunda-feira, 10 de dezembro, o Prêmio Nacional de Direitos Humanos Jo?o Canuto, uma homenagem e reconhecimento do Movimento Humanos Direitos (MHuD) que reúne professores, religiosos, atores, diretores de TV, músicos, cineastas, escritores e fotógrafos, entre outros artistas.

A cerim?nia foi realizada no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) no Rio de Janeiro (RJ), e também marca o Dia Internacional dos Direitos Humanos, a data foi instituída pela Assembleia Geral das Organiza??es das Na??es Unidas (ONU), ainda em 1948. Com a memória bem viva, fruto das experiências das duas Guerras Mundiais, a Declara??o Universal foi assinada por 58 Na??es e teve como objetivo promover a paz e a preserva??o da humanidade, a data marca ainda a primeira ocasi?o em que os países chegaram a um acordo sobre uma declara??o abrangente de direitos humanos inalienáveis.

 Ricardo Rezende Figueira

Fotos: Ricardo Rezende Figueira

No Brasil, o Prêmio Jo?o Canuto, completa 15 anos e foi criado com o objetivo de resgata a história de um dirigente sindical do Pará que foi perseguido e assassinado porque defendia os trabalhadores rurais e a lutava pela reforma agrária. Raz?es pelas quais, neste fim de semana dois sem-terra foram assassinados na Paraíba, triste realizada que só refor?a a necessidade de os acordos internacionais e a nossa Constitui??o Federal serem mantidos, mas principalmente serem assegurados.

Frei Sérgio, quando do recebimento do prêmio das m?os da atriz Bete Mendes, destacou a importancia deste reconhecimento, “quero agradecer de cora??o por vocês dos Direitos Humanos, em especial por terem lembrado dos camponeses e camponesas neste momento, vocês ajudam a dar visibilidade àqueles e àquelas que s?o condenados à invisibilidade, ajudam a trazer a cena cultural e política do país aqueles que s?o condenados ao silêncio”. Destacando contribui??o e participa??o do Padre Ricardo Rezende, que segundo ele, “é um grande articulador”.

Na ocasi?o, Frei Sérgio relembrou em sua fala que em todos os golpes de Estado, os camponeses e as camponesas sempre estiveram entre os primeiros a serem perseguidos, silenciados e massacrados. “Porém sempre resistiram, sempre estiveram dispostos a defender a verdade e n?o será diferente agora”, arrematou, fazendo men??o ao momento atual, onde os militantes sociais passam a conviver sob o estigma do terrorismo de Estado.

 Ricardo Rezende Figueira

Fotos: Ricardo Rezende Figueira

O coordenador nacional do MPA, ainda fez referência à violência que tem sido praticada contra militantes sociais, fatos que, neste período, tem ganho repercuss?o por meio das vozes de intelectuais, artistas, lideran?as políticas do campo progressista e veículos da mídia alternativa, mas pediu que também se dê aten??o aos lutadores e lutadoras camponeses que tem sido exterminados sistematicamente. Ao final da fala, já abra?ado por seus companheiros de movimento, dedicou o prêmio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “Acredito que neste momento milh?es de brasileiros e brasileiras se sentem silenciados junto com ele, no cárcere político a que está sujeito em Curitiba”, relembrando que cada um deve se sentir desafiado a ser a continuidade da voz de Lula nesse momento histórico onde resistir é imprescindível.

 Ricardo Rezende Figueira

Fotos: Ricardo Rezende Figueira

Além do MPA, a cerim?nia homenageou outros defensores dos direitos humanos: Aton Fon Filho – Advogado da Rede Social de Justi?a SP; Padre José Amaro Lopes de Sousa – CPT Comiss?o Pastoral da Terra – Anapú PA; Eva Rete Mimbi Benite – indígena Guarani Bya – Paraty RJ; Bando Cultural Favelados da Rocinha RJ; Tete Moraes – Cineasta RJ; Elisa Lucinda – Atriz e Escritora e Adolfo Perez Esquivel – Prêmio Nobel da Paz – Argentina. Outros homenageados,?in memórian, foram Marielle Franco – assassinada em 14 de mar?o de 2018 – e o Museu Nacional – que incendiou em no centro do Rio de Janeiro no dia 3 de setembro deste ano, destruindo a memória de uma cidade que foi capital do Império. A programa??o do evento ainda contemplou um momento de debate com agradecimento e convidados como Marco Lucchesi, Presidente da Academia Brasileira de Letras.

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Sobre o MHuD

 Ricardo Rezende Figueira

Fotos: Ricardo Rezende Figueira

Foi fundado em 2003 por um grupo de artistas, professores, padres com a inten??o de por meio da imagem pública de artistas engajados na causa, dar visibilidade às viola??es dos direitos humanos como o trabalho escravo, a prostitui??o infantil, a luta pela demarca??o das terras indígenas e das áreas dos quilombolas e em favor de a??es sócio-ambientais. As a??es e luta do MHuD pela erradica??o do trabalho escravo tem sido permanente e tornaram-se a principal bandeira de luta do Movimento, com o engajamento dos artistas em diversas campanhas, vídeos, manifestos, visitas as áreas de conflito e as pessoas amea?as de morte.

Hoje as Atrizes Dira Paes e Camila Pitanga coordenam o MHuD com militancia exemplar, que vai muito além das fronteiras da arte. Ao longo dos quinze anos de existência do Movimento, foram agraciadas dezenas de pessoas e institui??es de diversas áreas que se destacaram na defesa da dignidade das pessoas e dos Direitos Humanos.

Na data em que a Declara??o Universal dos Direitos Humanos completa setenta anos, faremos a cerim?nia de agraciamento do Prêmio Jo?o Canuto 2018, precedida de debate com agraciados e convidado como Marco Lucchesi, Presidente da Academia Brasileira de Letras.

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Por Comunica??o MPA – com informa??es do MHuD